Últimos anos

O ano de 1975 foi marcado por turnês intensas e desgastantes para um Elvis que já se encontrava bastante debilitado. Neste ano, ele fez shows em Vegas e em várias outras cidades, mas também passou por duas hospitalizações (em Fevereiro e em Agosto). Uma única sessão de gravação foi realizada neste ano.
No último dia do ano, Elvis Presley quebrou novo recorde de público para um artista solo até então, apresentando-se para 63 mil pessoas em um show de Ano-Novo em Pontiac, Michigan.

Alguns de seus biógrafos afirmam que este foi seu último ano com algum primor artístico; Elvis realiza shows históricos em sua carreira, sendo elogiado por todos, propiciando o seguinte comentário do jornal The New York Times: "Cada vez mais, Presley melhora sua voz atingindo excelentes notas vocais. Ele ainda é o rei nos palcos.", referindo-se aos shows de Uniondale no condado de Nassau no estado de Nova Iorque.

Muitos chegam a afirmar que alguns dos melhores shows de Elvis em toda a carreira foram realizados em 1975. No mesmo período foram lançados dois dos melhores álbuns de Elvis na década de 70, “Elvis Today” e “Promised Land”. Entretanto, pessoalmente, seus percalços aumentavam gradativamente.

Em Fevereiro de 1976, Elvis fez uma semana de sessões de gravação em Graceland – sessões estas que ficariam conhecidas como “The Jungle Room Sessions”. Elvis não tinha mais motivação alguma para ir aos estúdios gravar. Desta forma então, coube à RCA trazer até Graceland todo o equipamento, profissionais e aparato necessário para colher materiais que seriam utilizados em seu próximo disco “From Elvis Presley Boulevard, Memphis, Tennessee” (que chegaria ao topo do chart da Billboard em Maio deste ano) e mais da metade do que viria a ser seu último disco, “Moody Blue”.

Durante 1976, Elvis realizou em torno de 130 shows, num ritmo frenético e turnês cada vez mais estressantes, muitas vezes fazendo um show por dia em cada cidade. Isso só contribuiu para piorar ainda mais a saúde de um já debilitado, desmotivado e desgastado Elvis.

Em 29 e 30 de Outubro, Elvis se reuniu com seus músicos novamente em Graceland para concluir a “The Jungle Room Sessions”, com todo o suporte da RCA.

No início de Novembro de 1976, após quase quatro anos e meio de relacionamento, Elvis e Linda se separam. Há versões de que Elvis pediu para Linda ir embora, depois que ela fez fotos dela em vários cômodos de Graceland – inclusive no quarto de Elvis - com a ajuda de uma amiga ex-Miss Rhode Island, que teria vendido as fotos a uma revista. Elvis teria ficado furioso com a invasão de privacidade e o que considerou uma grande traição por parte de Linda. Já a versão de Linda Thompson é a de que ela já não agüentava mais o ritmo intenso e a falta de regularidade nos hábitos e na vida de Elvis de modo geral; que estava vendo Elvis morrer aos poucos e que se sentia totalmente impotente diante da situação por ver que o vício de Elvis em medicamentos prescritos jamais acabaria. E por isso então, ela preferira partir.

Em meados de Novembro de 1976, Elvis conheceu através de seu amigo George Klein, uma moça de 19 anos chamada Ginger Alden, de belos atributos físicos e dona de títulos de beleza. Coincidentemente Ginger fazia lembrar bastante Priscilla. Esta moça viria a ser a namorada de Elvis até o dia de sua morte.

Em início de Dezembro Elvis fez a sua última turnê em Las Vegas, por 10 dias.
Em 31 de Dezembro de 1976, Elvis voltou a se apresentar no último dia do ano, desta vez na cidade de Pittsburgh na Pensilvânia. Este show de Ano-Novo é reconhecido pela crítica e público como um dos seus últimos grandes espetáculos de qualidade e para os fãs um show definitivamente antológico. Elvis parecia estar inspirado e inclusive perdera peso, talvez em função do novo romance que estava vivendo com Ginger, dizem alguns.

Infelizmente, este viria a ser o último “Ano-novo” na vida de Elvis.

Ao longo dos seis primeiros meses de 1977, Elvis subiu aos palcos regularmente, de forma sofrível, e embora com a saúde deteriorada, continuava em turnê pelo país fazendo seus shows. Contudo, uma internação hospitalar foi inevitável no início de Abril.

Nos dias 19 e 21 de Junho, Elvis teve seus shows em Omaha e Rapid City filmados pela rede de televisão CBS, vislumbrando um mega-especial (“CBS In Concert”), a ser levado ao ar em cadeia nacional oportunamente. A proposta financeira da CBS foi muito boa e o Coronel não pensou duas vezes, aceitando fazer o Especial. Elvis ficou muito contrariado por ter que se expor em cadeia nacional já que se encontrava muito longe de uma forma física razoável. Por vezes, Elvis parecia inclusive perturbado e confuso em cena.

Em 26 de Junho, Elvis fez o seu último e derradeiro show na cidade de Indianápolis, no Market Square Arena.

Entre 27 de Junho e 16 de Agosto, Elvis ficou descansando e se preparando para a próxima turnê que começaria em 18 de Agosto. Durante este período, Elvis pôde passar férias com a filha Lisa, então com nove anos, em Graceland. Alguns dias antes de sua morte, Elvis alugou por uma noite inteira o parque de diversões Libertyland, em Memphis, para que sua filha chamasse seus amiguinhos e Elvis também pudesse levar seus convidados para andar em todas as atrações do parque o quanto quisesse.

 

A Morte de Elvis

Na noite de 15 de Agosto Elvis vai ao dentista por volta das 11 da noite, algo muito comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, joga um pouco de tênis e toca algumas canções ao piano, indo dormir por volta das quatro ou cinco horas da manhã do dia 16. Por volta das 10 horas Elvis teria levantado para ler no banheiro, segundo relatou Ginger Alden, que estava em sua companhia nesta noite.

O que aconteceu entre este horário até por volta das duas horas da tarde – horário em que Elvis foi encontrado por Ginger caído ao chão do banheiro - é um mistério. Ginger interfona para o andar de baixo da mansão e pede por socorro. Joe Esposito e Al Strada sobem correndo até a suíte. Mas ao virar o corpo de Elvis, Joe já sabia que era tarde demais. Elvis já estava morto. Vernon não acreditava que isso poderia ser verdade e insistiu para que Elvis fosse urgentemente removido para o Hospital. Seu médico particular, Dr. George Nichopoulos foi chamado às pressas e chegou à Graceland junto com a ambulância do Baptist Hospital que viera buscar Elvis. Embarcou na mesma ambulância na tentativa de fazer Elvis reviver através de vários procedimentos de ressuscitação entre Graceland e depois da chegada ao Hospital. Uma incrédula Lisa presencia toda aquela comoção sem entender muito bem o que estava de fato acontecendo com o seu pai – e em completo estado de choque, a primeira pessoa para quem ela telefona é Linda Thompson, que a esta altura residia em Los Angeles. Linda se emociona até os dias de hoje quando relembra este fatídico telefonema e sua tentativa de acalmar à distância, a filha de Elvis que chorava desesperada e repetia sem parar: “meu pai morreu, Linda, meu pai morreu!”.

À s 15:30hs do dia 16 de Agosto de 1977, Elvis Aron Presley foi declarado morto. Segundo laudos médicos, sua morte ocorreu provavelmente no final da manhã do dia 16, ali mesmo no banheiro de sua suíte em Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca. Sua morte tão precoce surpreendeu o mundo, provocando comoção como poucas vezes fora vista em nossa cultura - inclusive no Brasil. Os fãs se aglomeravam aos milhares em frente à mansão. As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. Mais flores foram enviadas então, de outros estados americanos, para dar conta das infindáveis encomendas de arranjos florais.

Um devastado e apático Vernon pediu ao amigo J.D.Sumner que preparasse todos os detalhes do velório e enterro de seu filho, pois sabia que, pela proximidade que unia Elvis à J.D., certamente ele saberia o que agradaria ou não ao seu filho.

As companhias aéreas não tinham mais passagens disponíveis para Memphis. Os vôos saíam lotados de todas as partes dos Estados Unidos, por fãs que queriam prestar sua última homenagem a Elvis. Amigos e pessoas próximas a Elvis ligavam para Graceland e eram solicitados a evitarem comparecer no velório porque a situação era limítrofe.

O velório começou de forma privada na madrugada do dia 17, perdurando por todo o dia. A comoção do lado de fora de Graceland era enorme. Devido ao intenso calor do verão em Memphis e as circunstâncias em si, muitas pessoas passavam mal, desmaiavam e tinham que ser atendidas ali mesmo nos gramados da mansão. Vernon decidiu permitir que o velório fosse aberto aos fãs por um período de 4 horas aproximadamente, de forma que centenas dentre os milhares de fãs que ali estavam, organizaram-se em fila e puderam ver o seu eterno ídolo pela última vez.

Por volta das três da tarde do dia 18 de Agosto, a cerimônia para familiares e amigos mais próximos foi realizada, com canções gospel sendo cantadas pelos "Stamps Quartet" e por Kathy Westmoreland - ambos parte do grupo musical de Elvis na década de 70. Após a cerimônia todos foram levados até o cemitério em uma lenta procissão entre Graceland e o cemitério Forest Hill aonde o corpo de Elvis seria sepultado. Este cemitério fica na mesma Avenida de Graceland - Elvis Presley Boulevard – e é aonde já se encontrava sepultada sua mãe Gladys, desde 1958.

Algumas semanas após o sepultamento, houve uma tentativa por parte de três marginais de arrombarem o túmulo de Elvis para seqüestrar seu corpo e pedir resgate pelo mesmo. Felizmente tal fato foi evitado e os criminosos presos em tempo. Em função deste episódio, Vernon entrou com um pedido junto à Prefeitura de Memphis para que o corpo de seu filho pudesse ser removido do Cemitério para ser sepultado no “Meditation Garden”, espaço criado por Elvis nos anos 60 na propriedade de Graceland. Após muita polêmica, foi concedida em caráter excepcional tal permissão e em 02 de outubro de 1977 o corpo de Elvis retornaria a sua eterna morada: Graceland. O corpo de sua mãe Gladys também foi transferido de Forest Hill para o Meditation Garden e atualmente neste mesmo espaço, descansam Vernon, falecido em 1979, e a avó de Elvis, Minnie Mãe, que faleceu em 1980. Uma placa simbólica também foi colocada em memória de Jesse Garon, o irmão gêmeo natimorto de Elvis.

Mas para os fãs e apreciadores do artista que virou um ícone, a morte física de Elvis pouco importa. E para seus admiradores, enquanto houver desejo e emoção, Elvis Presley viverá.

Para se ter uma idéia, até Agosto de 1977, Elvis vendera 600 milhões de discos, entre 150 álbuns e “singles” lançados no decorrer de sua carreira. Atualmente sabe-se que este número supera a marca de um bilhão de exemplares - superior a qualquer outro artista, recorde absoluto, coroado com centenas de discos de ouro, platina e, mais recentemente, multi-platina.

Entre seus muitos prêmios, estão 14 indicações ao Grammy, com três premiações justíssimas principalmente se considerarmos os prêmios anteriormente não outorgados, possivelmente, por preconceito ao artista polêmico e revolucionário que Elvis foi. E segundo alguns, porque Elvis Presley foi um artista popular, um sujeito - desde sempre - à frente do seu tempo, inserido em uma engrenagem “sócio-histórico-cultural” bastante complexa.

• 1967 - Melhor Performance de Música Sacra - How Great Thou Art
• 1972 - Melhor Interpretação Inspirativa - He Touched Me
• 1974 - Melhor Interpretação Inspirativa - How Great Thou Art - do álbum "Elvis as Recorded Live on Stage in Memphis"

Elvis fora durante toda a sua vida um ser místico ao extremo e a verdade é que as crenças do cantor eram tão reais para si mesmo, que curiosamente, os três Grammy’s arrebatados em sua carreira foram no gênero da música sacra, onde reconhecidamente ele passava todo o verdadeiro sentimento do homem, somado à técnica do artista.

E mais onze indicações:
• 1959 - Gravação do Ano - A Fool Such As I
• 1959 - Melhor Performance - A Big Hunk O’Love
• 1959 - Melhor Performance Rhythm & Blues - A Big Hunk O’Love
• 1960 - Gravação do Ano - Are You Lonesome Tonight?
• 1960 - Melhor Performance Vocal - Are You Lonesome Tonight?
• 1960 - Melhor Performance de um Artista Pop Solo - Are You Lonesome Tonight?
• 1960 - Melhor Álbum Masculino - G.I. Blues
• 1960 - Melhor Álbum de Trilha Sonora - G.I. Blues
• 1961 - Melhor Álbum de Trilha Sonora - Blue Hawaii
• 1968 - Melhor Performance Sacra - You'll Never Walk Alone
• 1978 - Melhor Performance Vocal Country - Softly As I Leave You


Depois de sua morte

Depois de seu falecimento, Elvis conseguiu a proeza de se tornar ainda maior do que em vida. Mais fãs se renderam ao seu talento e ao seu legado, unindo três gerações distintas em torno de sua obra.

Mais que um ídolo, Elvis agora seria um mito eterno, redentor e fonte inesgotável de idealizações.

Em testamento, Elvis aponta seu pai Vernon – que gerenciou por toda a carreira de Elvis seus assuntos pessoais e de cunho financeiro – como executor do testamento. Os beneficiários ali arrolados seriam: a avó Minnie Mae; o pai Vernon; e sua única filha Lisa Marie. O testamento também garantia à Vernon poderes para, conforme seu discernimento, prover recursos para outros membros da família conforme achasse necessário. Vernon faleceu em Junho de 1979 aos 62 anos, muito debilitado e desgostoso com a vida. Minnie Mae, sua mãe, veio a falecer em 1980. Isto fez com que Lisa passasse a ser a única herdeira do espólio de Elvis. Contudo, ela tinha apenas 12 anos nesta época; além disso, Elvis dizia em testamento que Lisa só poderia tomar posse de sua herança, aos 25 anos. Vernon em seu testamento também deixara designado que, no caso de seu falecimento, uma comissão deveria ser formada para gerir o espólio de Elvis até que Lisa pudesse tomar posse. Vernon designou: o National Bank of Commerce (que era o Banco de relacionamento de Elvis e Vernon por muitos anos); Joseph Banks (Contador de Elvis e Vernon há muitos anos também); e Priscilla Presley, que embora sequer esteja mencionada no testamento de Elvis, mantivera com Elvis um relacionamento muito próximo até a sua morte, além de ser a guardiã legal da única herdeira de Elvis: a filha de ambos, Lisa Marie.

Em 1979 foi realizado o primeiro filme biográfico, para a TV, chamado "Elvis"; no Brasil, intitulado "Elvis Não Morreu", interpretado por Kurt Russell.

Em 1981, foi lançado um documentário, avaliado como excelente pela crítica especializada, denominado “This is Elvis”; no Brasil conhecido como "Elvis o Ídolo Imortal".

Em Junho de 1982, Priscilla Presley abriu Graceland ao público após algumas pequenas reformas na propriedade, ainda que em caráter bastante amador. Na época, a tia de Elvis, Delta (irmã de Vernon) ainda vivia lá.

Cercada por bons conselheiros e profissionais competentes, Priscilla evitou que Graceland pudesse ser hipotecada para quitar empréstimos bancários feitos há anos atrás ou retomada pela Prefeitura de Memphis para quitar débitos existentes. Não havia mais recursos (cerca de US$500 mil/ano) para garantir a manutenção e o imposto de propriedade da mansão. A única saída foi abrir Graceland ao público - com exceção do andar superior (onde ficam os aposentos de Elvis e aonde ele veio a falecer) – que até os dias de hoje continua vetado, tendo acesso restrito à Lisa, Priscilla e três gestores da Elvis Presley Enterprises. Este passo foi fundamental para que os fãs se sentissem mais próximos a Elvis mesmo após a sua morte. Por outro lado, o sucesso é estupendo desde o início. O investimento realizado para viabilizar a abertura da mansão ao público foi recuperado em apenas seis meses de operação.

Atualmente – e já há muitos anos - Graceland recebe em média cerca de 600.000 visitantes pagantes anualmente sendo a segunda residência mais visitada nos EUA, perdendo apenas para a Casa Branca.

No ano de 1984, Elvis Presley foi homenageado pelo “Blues Foundation” de Memphis e pela “The Academy of Country Music”.

Em 1985, foi lançado por Priscilla Presley o livro “Elvis & Eu”, sendo considerado pela crítica da época como ótimo – e que seria transformado em 1988, em filme para a TV, também muito bem sucedido. Até os dias de hoje, este filme é muito procurado pelos fãs.

Prosseguindo com as homenagens póstumas, em 1986, Elvis entrou para o “Rock’n Roll Hall of Fame” na categoria de sócio - fundador.

Em 1987, a “American Music Awards” lhe concedeu – "in memoriam" - prêmio pelo conjunto da obra.

Em 1992 o serviço postal americano anunciou que seria confeccionado um selo comemorativo a Elvis Presley e então foi lançado com todas as honrarias em 08 de janeiro de 1993. Até hoje o mesmo consta como o selo comemorativo mais vendido de todos os tempos nos EUA (foram impressos 500 milhões deste selo comemorativo).

Em 1997, com toda a justiça, Elvis foi agraciado com o título de sócio - fundador do “Rockabilly Hall of Fame”.

Em 1998, nova homenagem: Elvis ingressa no “Country Music Hall of Fame” e em 2001, seria a vez do “Gospel Music Hall of Fame”.

Ao longo de todos estes anos, com uma competente Priscilla à frente da equipe da Elvis Presley Enterprises, o legado de Elvis manteve-se vivo e crescente. Pelo testamento deixado por Elvis, sua única herdeira só deveria tomar a frente dos negócios aos 25 anos (1993). Mas os resultados com a gestão bem sucedida de Priscilla fizeram com que Lisa pedisse à mãe que continuasse por mais cinco anos. Quando completou 30 anos, (1998) finalmente Lisa Marie tornou-se Chairman da EPE.

O ano de 2002, marco do 25º aniversário da morte de Elvis, foi também um ano em que uma nova "Elvismania" tomou conta do mundo. Elvis Presley foi "redescoberto", graças a uma manobra genial da Elvis Presley Enterprises, de biógrafos-colecionadores e de um DJ holandês. O remix da música "A Little Less Conversation" e o CD “Elvis: 30 #1 Hits” obtiveram estrondoso sucesso em todo o mundo, apresentando o artista às novas gerações. Surgiu uma forte corrente de novos fãs que sequer haviam nascido em 1977, quando Elvis faleceu.

Em 2003, novo êxito, com grande destaque mundial para o remix de "Rubberneckin", seguido pelo CD “2nd to None”.

Entusiasmada com a vendagem, a Sony/BMG disponibilizou, em 2004, dois pacotes de DVD’s de dois dos seus maiores momentos televisivos: os estojos “De Luxe” dos especiais "Elvis NBC TV Special" (com 3 DVD’s) e "Aloha from Hawaii" (com 2 DVD’s) atingindo novos recordes de vendagem.

Ainda em 2004, Elvis Presley foi elevado à categoria de sócio - fundador do “British Music Hall of Fame”.

No ano de 2005, o 70º ano de seu nascimento foi celebrado. Em uma histórica votação realizada pelo site AOL, maior grupo de comunicação do mundo, Elvis Presley foi eleito o 8º maior norte-americano de todos os tempos, em todas as áreas; o 5º maior do século XX e o 1º maior dentre todos os artistas.

Em Fevereiro de 2005, Robert F.X.Sillerman, através de sua empresa de entretenimento CKX Inc. adquiriu 85% da Elvis Presley Enterprises, o que incluía no acordo, a propriedade física e intelectual da EPE. Lisa Marie mantém 15% da EPE em sua propriedade e continua bastante envolvida na companhia, assim como a mãe Priscilla. Lisa, contudo, manteve 100% de Graceland e demais terrenos vizinhos incorporados à propriedade (que não entraram no acordo), bem como todos os itens pessoais de seu pai, ou seja, roupas, jóias, prêmios, carros, aviões, móveis, etc. Lisa fez um trato de “concessão” junto à CKX disponibilizando Graceland e os itens que foram de uso de seu pai para que a operação de “tours” à Graceland e demais museus anexos continuem existindo normalmente.

No ano de 2006, Graceland foi designada como "National Historic Landmark” (lugar histórico americano) pelo ministro do interior dos EUA.

Até os dias de hoje, praticamente trinta anos após sua morte, Elvis vive; e acresce dezenas de milhões de dólares anualmente ao seu espólio.