ELVIS WEEK 2007

Esta foi uma viagem com muitos momentos felizes, empolgantes e repletos de emoção – sobretudo marcados pela coesão de espírito e de pensamentos entre nós três: Talissa, Helga e eu. Talvez porque já planejássemos esta Elvis Week juntas há mais de um ano – então prometemos a nós mesmas que tudo seria perfeito e inesquecível para nós. Já havia estado em Memphis várias outras vezes, para a Tali já era a sua 3ª viagem, mas para a Helguinha era a primeira vez... E no que dependeu de nós três, tenho certeza que tivemos dias maravilhosos e inesquecíveis sim!

Chegamos à Memphis no dia 06/08, uma 2ª feira – aliás, uma ótima maneira de se começar a semana! Memphis ainda estava “vazia” e tivemos chance de começar nossa viagem com bastante calma e sem afobações. Ficamos dia 06 e 07 em Memphis. No dia 07 fizemos um “tour” de 5 horas, guiado por Mike Freeman (ex-proprietário da casa de Elvis em Audubon Drive) que nos mostrou vários lugares em Memphis ligados a Elvis. Fomos até o Circle G (que para nossa tristeza está completamente abandonado) a até Audubon Dr também – a casa está passando por restaurações dentro dos padrões de como ela era na época de Elvis – o que nos faz crer que, em um futuro próximo, a casa será reaberta para visitação.

Nos dias 08 e 09 estivemos em Nashville, curtindo a “meca” do Country Music – afinal nós também amaaaamos Johnny Cash!

No dia 10 fizemos nosso primeiro “tour” (VIP) em Graceland e passamos o dia por conta desta deliciosa programação... mesmo com os termômetros marcando 42º C as 2 da tarde... (Fotos serão postadas mais a frente). A esta altura os visitantes já começavam a chegar à Memphis e dali para frente já era esperado um público cujo ápice poderia atingir (e atingiu!) 75.000 pessoas, segundo dados oficiais.

Desde a nossa chegada o calor era inclemente e já dava indícios do que seriam os dias pela frente: os termômetros batiam facilmente na casa dos 40 graus todos os dias – mais tarde soubemos que este seria o segundo verão mais quente na história de Memphis!!!

 

DIA 11/08 - sábado

A Elvis Week começou oficialmente no dia 11/8 quando fomos então prestigiar o “Fan Appreciation Day at Elvis Presley Birthplace” em Tupelo, MS.
Tupelo fica há um pouco mais de uma hora de Memphis e foi um passeio bastante agradável, aonde pudemos visitar a casa aonde Elvis nasceu bem como o Museu dedicado a Elvis e cuja administração ficava por conta de Mrs. Janelle McComb. Após o falecimento de Mrs.Janelle em 2006, este Museu foi reformulado pelo novo comitê responsável pela sua gestão/administração.

Fotos NÃO são permitidas no Museu (nem mesmo sem uso de flash!), então só pudemos registrar alguns momentos na humilde casa de dois cômodos aonde Elvis nasceu e na parte externa da atração turística.

Vale à pena acrescentar que os móveis no interior da casa nos dias de hoje NÃO são os originais de época, mas procuram retratar fielmente os mesmos, inclusive quanto à localização deles no interior da casa. O projeto do complexo turístico em Tupelo foi implementado há muitos anos atrás sob a supervisão direta de Vernon, pai de Elvis, dado que Mrs. Janelle era amiga da família desde aqueles duros anos dos Presley em Tupelo.

Próximo a casa, encontramos em exposição um carro Plymouth 1939 verde modelo quatro portas, similar ao que Vernon utilizou em 1948 para migrar a família e poucos pertences de Tupelo para Memphis.

Era um desejo de Elvis, ter um “lugar para meditação” no complexo turístico conhecido como “Elvis Presley Birthplace Park”. Antes de sua morte, ele compartilhou este desejo com a amiga Mrs.Janelle McComb – que a partir de então focou seus esforços em adicionar uma capela ao complexo.
A Capela foi então inaugurada em 1979 graças a esforços de Mrs.Janelle na obtenção de doações junto a vários Fan Clubs de Elvis ao redor do mundo.


Esta estátua, inaugurada por ocasião do 67º aniversário de Elvis em 2002, retrata em tamanho real um jovem Elvis aos 13 anos de idade em 1948, quando ele e sua família deixaram Tupelo em direção à Memphis, em busca de dias melhores e de maior prosperidade.

Finalizamos nossa jornada em Tupelo por volta das 15 horas e não passamos por outros lugares ligados a Elvis em função do forte calor que assolava a cidade neste dia: 42 graus! Desta forma, optamos então por regressar à Memphis!

 

DIA 12/08 - domingo

As 09hs da manhã já estávamos no Memphis Cook Convention Center (em downtown Memphis), para atender ao evento de Presidentes de Fã Clubes, que seria de 10hs as 12hs. Paralelo a isso, estaria começando também naquele mesmo lugar, uma “Elvis Fair” de três dias, com vários expositores (alguns famosos no meio Elvis) – a “Elvis Expo 2007”.

Confesso que o evento de Presidentes de Fã Clube foi algo muito decepcionante, se comparado com aqueles que eu estava acostumada a presenciar em Memphis, nos tempos em que Patsy Andersen (Fan Relations Manager, EPE) era a responsável pela organização deste evento – o qual era preparado com todo amor e dedicação que os fãs de Elvis merecem.

Devo levar em consideração que a última vez em que estive em um evento destes foi em agosto/2003 – e que de lá pra cá muita coisa mudou na gestão da EPE... começando pelo fato de que Patsy não está mais a frente do “Fan Relations” desde 2004. Infelizmente.

Para resumir, foi um evento “frio”, sem atração alguma que realmente justificasse nossa perda de tempo em estar lá... Cada diretor/”head” de área da EPE foi ao palco, apresentou seus projetos e deu um “status position” de sua área nos dias de hoje... For What???

Eu até sugeriria do fundo do coração, que este evento não fizesse mais parte da agenda da EW a partir do ano que vem. Em minha opinião, ele perdeu o razão de ser, dado o novo formato da gestão na EPE. Definitivamente NÃO existe mais o mesmo clima de “camaradagem” e amizade entre EPE e Presidentes de Fan Club, como eu estava acostumada antes. Agora a gente nota que a relação é estritamente “business”/”money” – é uma outra “Era” na gestão da EPE.
Jack Soden, CEO da EPE há mais de 25 anos, bem que tenta manter aquela mesma atmosfera de antigamente, mas talvez ele mesmo se encontre meio “perdido” neste novo perfil adotado pela EPE “pós-fusão” com o Grupo CKX Inc.

Enfim, foi decepcionante demais – e só “salvou” a manhã o fato de estarmos presentes à abertura da “Elvis Expo 2007”, aonde pudemos rever amigos tais como Joe Moscheo (que lançou o livro “The Gospel Side of Elvis”), Terry Blackwood e os Imperials, bem como as filhas de J.D Sumner – Shirley e Frances – entre outros.


Retornamos ao Heartbreak Hotel onde estávamos hospedadas, por volta das 15 horas. Almoçamos e descansamos um pouco do forte calor, para as 18h30minh voltarmos para downtown (centro de Memphis). Tínhamos tickets para o evento Gospel organizado pela querida amiga Patsy Andersen: um showzaço com Donnie Sumner, alguns membros do antigo “Stamps Quartet” e os atuais membros do “The Blackwood Brothers”.

Finalmente tive a oportunidade de me sentir na Memphis dos “velhos tempos” – a simpatia e a energia de Patsy com a platéia são simplesmente contagiantes e te fazem sentir o típico calor humano sulista... Sem falar que o show foi da maior qualidade, com talentos incontestáveis e um grande mestre nos palcos: Donnie Sumner, back vocal de Elvis (Voice/The Stamps Quartet) e sobrinho de J.D Sumner.

Donnie dominou o show com a sua presença inebriante e nos fez rir muito ao contar histórias de seus tempos na estrada com Elvis e J.D. !

No palco também se apresentou Jerry Presley, conhecido por ser um intérprete primo de Elvis em 2º grau (humpf !!) - mas o estilo dele não nos empolgou não... Estávamos lá realmente por conta dos quartetos gospel, sem dúvida alguma.




Ao final do show, não poderíamos deixar de dar uma breve “olhadinha” na Beale Street – onde fica o New Daisy Theatre, local deste show. Mas já era bem tarde e a rua estava vazia então preferimos não ficar por lá...

 

DIA 13/08 – 2ª feira

Neste dia começou o “Two-days Insiders Conference” no mesmo Memphis Cook Convention Center (em downtown Memphis) aonde um dia já foi o lendário Ellis Auditorium, local de apresentações de Elvis no início de sua carreira.

No primeiro dia (13/8), não haviam convidados que fossem “interessantes” para nós, então optamos em não ir, mesmo tendo os tickets para os dois dias de conferência. Preferimos dedicar este dia ao descanso e caminhadas sem compromisso! Afinal, já tínhamos ciência que dali até o final de nossa viagem, a agenda estaria cada vez mais “apertada”.

Para a noite do dia 13, estávamos com tickets para atender ao jantar beneficente de Mrs. Marian Cocke (enfermeira de Elvis) no Peabody Hotel. Não era um evento barato – US$75 por pessoa – e muitos “VIP’s” estariam presentes ao evento. Mas por um motivo ou outro, não era isso que nosso espírito pedia... não queríamos eventos de gala nem nada “VIP”.... Conseguimos então o “refund” de nossos três tickets. Ficamos as três bem mais felizes assim!!! Alguns podem até pensar que foi um “desperdício de tempo” de nossa parte – mas ao contrário, estávamos apenas procurando nos poupar para os próximos três puxados dias que teríamos pela frente! E precisávamos deste “break” no meio do caminho mesmo... Sentar no Starbucks Coffee do Peabody Place, sem hora pra nada... De lá fomos para o Meditation Garden!

 

DIA 14/08 – 3ª feira

As 08h30min da manhã já estávamos no Memphis Cook Convention Center para atender ao 2º dia do Insiders Conference: este dia prometia!!! Teríamos ali a presença da amada TCB Band, das Sweet Inspirations e... Priscilla Presley sendo entrevistada por Jerry Schilling...


A presença dos quatro membros da TCB Band foi memorável – e aplaudida de pé. São ícones vivos da vida e obra de Elvis – e é indescritível poder contar com eles em eventos como estes! Todos estão em grande forma física e musical - Glen D.Hardin (pianista) fez questão de contar que em dois anos, perdeu quase 20 kilos, voltando ao seu peso dos anos 70 (era visível a mudança nele se comparada com 2003 quando eu havia visto Glen). James Burton falou sobre seus projetos e ações através de sua Fundação, voltada à caridade e o incentivo ao desenvolvimento de novos talentos musicais. Jerry Scheff, especialmente bem humorado, também comentou sobre sua vida na Irlanda e suas idas e vindas a Nashville aonde vivem seus dois filhos músicos, um deles integrante do grupo Chicago! Ronnie Tutt muito meigo e doce (como eu realmente já o imaginava após tantos contatos que tivemos por email!) falou de seus projetos – entre eles o de possivelmente escrever um livro sobre a sua carreira (incluindo seus nove anos com Elvis), mas ressaltou que ultimamente tem priorizado passar mais tempo com sua família – Ronnie vive em Franklin, no Tennessee e já tem dois netinhos. É muito apegado ao casal de filhos (o filho vive na Flórida e a filha, próxima a ele). De modo geral, todos os membros da TCB Band relembraram seus tempos “on the road” com Elvis e contaram histórias capazes de provocar desde risadas até as lágrimas nos fãs. Após mais de uma hora no palco, a TCB Band era esperada na “Elvis Expo” (um andar abaixo do auditório da Conferência) para dar autógrafos aos fãs que entrassem na fila para tal. Optamos por não sair de nossos lugares, pois além de já ter tido contato (incluindo fotos e autógrafos) em outros anos com os membros da TCB Band, nós teríamos outra oportunidade de estar com eles no show que dariam no Peabody nesta mesma noite, juntamente com o maravilhooooso Terry Mike Jeffrey! Como fãs que somos da TCB Band, nós compramos tickets para o show de 5pm e de 8pm (VIP)!

Assistimos também à participação das “Sweet Inspirations” Myrna Smith e Estelle Brown, que são as remanescentes dos tempos com Elvis. Foi breve a aparição das duas e a mais falante foi Myrna, até mesmo por conta de sua proximidade com Lisa Marie, que perdura até os dias de hoje. Myrna também foi casada com Jerry Schilling, um dos mais próximos a Elvis e que - daqueles tempos – pode-se dizer que seja o mais próximo a Priscilla e Lisa nos dias de hoje.


Preferimos não assistir à conferência com os membros da banda do American Studios que acompanharam Elvis em 1969. Ao invés disso, fomos até a “Elvis Expo” e por lá encontramos pessoas bem interessantes – no meu caso, havia tempos que eu não os via.

Sandi Miller, amiga de Elvis do eixo Los Angeles/Vegas – bateu fotos “candids” maravilhosas de Elvis, mais conhecidas como parte dos sets de livros e DVD’s “Behind the Image Vols.1 e 2” – LUCKY GIRL!!!!

Sam Thompson, amigo e guarda costas de Elvis nos anos 70 – irmão de Linda Thompson – CARACA – como ele é alto!!! Senti-me uma anã perto dele...

Dick Grob, chefe da segurança nos anos 70, trabalhou para Graceland até 1980 e escreveu o excepcional livro “Elvis Conspiracy”. São mais de 900 páginas, mas eu recomendo! Muito boa gente, eu não o via há uns seis anos!



 

Larry Geller trabalhou com Elvis de 1964 a 1977, era o “hair stylist” pessoal de Elvis e por questão de afinidade, acabou se tornando um mentor espiritual também. Comprei o livro “Leaves of Elvis’s Garden” e espero em breve postar minha opinião a respeito! Larry gostaria de vir ao Brasil falar com os fãs de nosso país – e a mesma vontade foi manifestada também pelos The Imperials (Terry Blackwood e Joe Moscheo falaram a este respeito comigo) mas... como viabilizar, eis a questão??

Retornamos para a Conferência e esperávamos ansiosamente pela última parte que seria a entrevista de Priscilla, ali no palco, feita por Jerry Schilling. Nem teria sido necessária “toda esta precaução” em minha opinião, pois Priscilla estava firme e confiante perante os fãs, como jamais esteve em todos estes anos! Só “dava” Priscilla, em todos os eventos – lá ela estava! Acessível, disponível, próxima aos fãs... foi impressionante! Fora o fato de ser incessantemente assediada pela mídia internacional...e sempre sorridente...haja “talento” !!!
As perguntas (Jerry) e respostas (Priscilla) basicamente giraram em torno de seus anos com Elvis, o início e desenvolvimento da operação “Graceland” – até chegar ao status atual, de parceria com o gigante do entretenimento, Robert Sillerman (CKX Inc.).

Highlights de Priscilla:
- Ela disse que as melhores memórias de seus tempos com Elvis são aquelas de quando os dois conseguiam ficar a sós e desenvolver um relacionamento não só como marido e mulher, mas como pais (de Lisa) e como seres humanos também – o que era cada vez mais e mais raro.
- Perguntada como Elvis veria nos dias de hoje toda esta movimentação acerca do nome e legado dele, ela disse que ele simplesmente não acreditaria no que estaria vendo, mesmo sabendo que tinha uma forte e fiel legião de fãs no mundo inteiro. Mas o seu medo sempre foi o de ser esquecido pelos fãs e ele jamais poderia cogitar esta realidade – a de estar tão vivo no coração de milhões de fãs em vários cantos do mundo, diversas gerações, incluindo crianças.
- Ela disse que o Elvis “cuja imagem era a mais fiel ao que ele mesmo era” foi aquele que ela conheceu na Alemanha nos idos dos anos 50, meses após a morte da mãe dele, Gladys. Embora estivesse muito sensível e vulnerável pela perda da mãe, era um Elvis em ótima forma física, com a criatividade em ebulição total e uma energia sem fim. Ela complementou dizendo que na opinião dela, Elvis nunca superou a morte da mãe.
- Perguntada sobre qual foi o período mais feliz da vida de Elvis depois que ela o conheceu, Priscilla respondeu que “sem dúvidas, foram os anos imediatamente após o nascimento de Lisa”.
- Por fim e para acalmar um segmento de fãs que receiam que Graceland possa se tornar uma espécie de “Disneylândia”, Priscilla enfatizou que a parceria com a CKX objetiva levar o nome de Elvis para os quatro cantos do mundo e para todas as camadas artísticas, fazendo com que o seu legado perdure cada vez mais; que novos investimentos serão sim, feitos no complexo de Graceland, com a criação de um Centro de convenções e um complexo hoteleiro, por exemplo; mas que “tudo isso” será para o bem da imagem de Elvis e que ela tem certeza de que os fãs ficarão orgulhosos do resultado final. E que não há nenhuma “Disneylândia” a caminho, rsrsrsrsrs.....

Ao final da Conferência, Priscilla foi aplaudida de pé – inclusive tendo prolongado sua permanência além do previsto – quando Jerry Schilling queria terminar o bloco de perguntas com ela, a própria Priscilla se dispôs a continuar respondendo mais perguntas ainda... Incansável!

A Conferência dos Insiders chegou ao fim – mas nosso dia não estava nem no meio ainda!

Partimos correndo rumo ao Peabody Hotel, aonde dois fantááásticos shows com a “TCB Band & Terry Mike Jeffrey” nos aguardavam... Ufa.!!!

O primeiro show foi às 5 da tarde – em torno de 80% lotado – mas para uma platéia talvez um pouco mais tímida. Ainda assim, Terry Mike & sua banda, a TCB Band, D.J.Fontana, The Jordanaires e Millie Khirkam mostraram ao que vieram e colocaram todos de pé dançando do meio até o final do show! Quando me dei conta eu já estava lá no “gargarejo” vibrando a cada música!

O show das 8 da noite foi para uma platéia a fim de muito rock’n roll – os assentos estavam 100% lotados e o público muito mais agitado, animado, mais jovem talvez. Mas o show foi tão bom quanto o de 5 da tarde – com a diferença que a resposta do público trazia uma nova resposta maior ainda dos músicos – e a euforia de todos ali foi inevitável! Neste show, nós três estávamos com assentos VIP (4ª fileira) então tivemos muito mais visão e acesso à química que acontecia ali entre platéia e músicos!

Sem palavras também a fantástica participação dos “The Jordanaires” com a “fofíssima” Millie Khirkam, soprano de Elvis durante os anos 60 até início de 1972, quando então pediu para sair da entourage de Elvis e foi substituída por Kathy Westmoreland – que veio a ficar na equipe até a morte de Elvis. Millie, aliás, aproveitou a oportunidade para esclarecer aos fãs que sempre trabalhou muito bem com Elvis, mas que as constantes viagens de 1969 em diante realmente não estavam nos planos dela, por isso ela pediu para sair do grupo fixo. Nossos sentimentos durante o show variaram entre a excitação máxima – quando os caras da TCB Band botavam para quebrar nas músicas dos anos 60/70... até as lágrimas – quando por exemplo Terry cantou “Reconsider baby” e em homenagem a Boots Randolph (que estava originalmente escalado para participar deste evento, mas veio a falecer em início de julho), assumiu o saxofone – com supremacia. Ou então ao cantar “Indescribably Blue” acompanhado de Millie e The Jordanaires no “back vocal”... eu não agüentei – e chorei nestas duas vezes, pelo menos....era só fechar os olhos e ter a nítida impressão de que era Elvis ali cantando....

Era evidente ali que muuuitos anos se passaram, mas aquelas potências musicais e vocais estavam ali dando o seu melhor – rockin’ the stage – a pleno vapor!!!!

Que beeeelo trabalho Terry Mike Jeffrey faz.... Um intérprete em seu auge e em sua maturidade vocal 100%... De onde Elvis estiver com certeza ele está muuuito orgulhoso de você, Terry! E nós, Elvis’s fans, só temos a te agradecer pelo trabalho à altura de Elvis, que você tão bem, faz!


No intervalo entre os shows (de 5 da tarde e 8 da noite), tivemos a oportunidade de encontrar amigos especiais! Jerry Scheff e Ronnie Tutt (com os quais mantive contato por mais de um ano após a entrevista que me deram) e Joe Esposito, figura querida e conhecida no meio Elvis – padrinho de casamento, “road manager” e um dos mais chegados a ele.


No final do show das 8hs aproveitamos para nos confraternizar com outros músicos também!



DIA 15/08 – 4ª feira

Depois de passarmos pelo dia anterior – intenso de atividades e emoções, que nos valeram por 48 horas ao invés de 24 – nos demos o “direito” de não fazer absolutamente nada na manhã do dia 15. Além disso, deveríamos estar prontas para a noite da Vigília – que começaria dia 15 a partir das 19h30min.
Então até às 12hs ficamos andando um pouco de carro em alguns lugares ali perto do Hotel mesmo e por volta de 13hs partimos rumo ao Peabody, já que tínhamos tickets para o “Last Man Standing” – o show com Scotty Moore – que começaria às 14hs.

Para resumir uma longa história, logo que começou o show pudemos perceber que havíamos comprado “gato por lebre”: o show havia sido anunciado o tempo todo como sendo “o último show ao vivo de Scotty Moore”. Na verdade, ele veio ao palco nos primeiros 10 minutos de show, respondeu a algumas perguntas feitas pelos organizadores do show, se retirou do palco e dali em diante o show foi feito por uma banda da Inglaterra (que eu sequer sei o nome!!!). Com 20 minutos de show, decidimos então que era hora de nos retirarmos – e buscar nossos direitos – ou seja, o “refund” destes tickets. Não gastamos US$65,00 cada uma para assistir a uma breve aparição de Scotty Moore seguida de uma banda desconhecida. Felizmente os organizadores – que são conhecidos meus há mais de 10 anos (“Elvis International Forum, the Magazine) – compreenderam a nossa indignação e não se opuseram a nos devolver integralmente e em espécie o valor que havíamos pago há oito meses atrás quando compramos nossos tickets! Posteriormente eu soube que esta tal banda tocou por mais de uma hora e que ao final do show, Scotty performou 10 minutos apenas. Compreendemos perfeitamente que Scotty Moore não tem mais idade para “agüentar” um show inteiro pela frente - mas os organizadores não deveriam ter anunciado o evento da forma como fizeram. Bem, no fim das contas recuperamos o dinheiro “quase perdido” e fomos “relaxar” um pouco na Starbucks do Peabody!


Por volta das 16hs retornamos ao Heartbreak Hotel, para tomar um banho e trocarmos de roupa para a tão esperada Vigília. Seria um momento de tristeza e consternação, sem dúvida, mas estávamos prontas para isso.

Às 19:30hs saímos do Hotel em direção ao ponto de encontro dos Presidentes de Fan Club que trabalham como “Honor Guard” por 10 minutos e por este motivo, sobem a colina até o Meditation Garden antes dos demais.

Quando lá chegamos, não conseguíamos acreditar no que víamos: era um “mar” de gente!!! Já não se tinha mais a noção de aonde começava ou aonde terminava a fila...será que havia mesmo alguma fila nesta altura ???

Em todas as Elvis Weeks que já fui até hoje, eu nunca tinha visto taaaanta gente em uma “Candlelight Vigil”. Mais tarde tomamos conhecimento que pelas estatísticas oficiais, 75.000 pessoas aproximadamente estiveram presentes à Vigília.

Como não acontecia há muitos anos, a Vigília de 2007 foi até as 08:30hs da manhã – um pouco antes de Graceland reabrir as portas para os “tours”.
Um momento muito emocionante foi quando, ao subimos a “driveway” em direção ao Meditation Garden, pudemos notar que a luz do quarto de Elvis estava acesa!!! Neste mesmo momento estava passando ao vivo na CNN uma entrevista de Priscilla à Larry King, na sala de estar de Graceland. E Lisa, que durante a entrevista encontrava-se no andar de cima da mansão com o marido e os filhos Riley e Ben acompanhando a Vigília, resolvera em homenagem ao pai e aos fãs, acender a luz do quarto de Elvis, mostrando desta forma que de uma maneira ou de outra, Elvis continua mais vivo do que nunca!

Foi o suficiente para que eu, Tali e Hel não conseguíssemos conter nossas lágrimas – era surreal imaginar que estávamos ali, vivenciando tudo aquilo. Não adianta porque eu não vou encontrar palavras para expressar o que a gente sente numa hora destas, mas a sensação de eternidade é algo que chega próximo ao que eu gostaria de expressar.

Do lado de fora da Mansão, vários fãs em uma “outra” forma de vigília prepararam suas homenagens a Elvis na calçada da Elvis Presley Boulevard. Naquela região, altas horas da noite, a gente encontrava pessoas de todas as idades – bebês de colo, crianças, adolescentes, adultos, idosos. Várias línguas sendo faladas – inglês, francês, português, italiano, espanhol, alemão, sueco, norueguês, japonês – minha nossa.....

ELVIS PERTENCE AO MUNDO!!!

 

 

DIA 16/08 – 5ª feira

Após a atribulada madrugada da vigília – aonde o calor não deu trégua e os termômetros continuaram marcando em torno de 38 graus tarde da noite – resolvemos acordar cedo, porque iríamos fazer mais um “Vip Tour” no complexo de Graceland. Era o nosso “last farewell”, já que a nossa viagem se aproximava do fim e no dia seguinte já seria hora de partirmos de volta ao Brasil. Por isso não priorizamos o sono – e às 08:30hs da manhã já estávamos no Graceland Plaza buscando nosso “badge” para termos acesso à Mansão a qualquer hora do dia e também visitarmos todos os Museus do complexo. Apesar do preço “salgado”, acho que o “VIP” tem as suas vantagens, sem dúvida – e em épocas de “pico” como na “Elvis Week” eu realmente recomendo às pessoas que optem pelo VIP.

Vou postar aqui algumas poucas fotos que tiramos em nossas visitas à Graceland e Museus e ainda esta semana estarei disponibilizando em um álbum de fotos na internet, todas as fotos que tiramos no decorrer da viagem. Espero que nos compreendam... não tem como postarmos tudo aqui, infelizmente....



 

Depois de passarmos praticamente todo o dia 16 no complexo de Graceland fazendo nossa despedida, fomos para o Hotel tomar um banho (o calorão continuava não nos dando trégua!!!) pois afinal o ápice da Elvis Week estava por vir: o tremendo, fantástico, espetaculaaaar show “ELVIS THE CONCERT”.

Nos arrumamos e nos dirigimos ao “Fedex Forum”, um lugar com uma infra-estrutura ímpar – e à altura de Elvis: 18.000 lugares foram disponibilizados e 100% vendidos 6 meses antes do início da Elvis Week....para dar uma idéia, nós mesmas compramos nossos ingressos em 26 de setembro de 2006, assim que abriu a venda “on line”, para que conseguíssemos uma boa localização de assento – e conseguimos!

Vamos postar aqui apenas algumas fotos do evento.

TODAS AS DEMAIS FOTOS, NÃO SOMENTE DESTE EVENTO, MAS DE TODA A NOSSA VIAGEM, você poderá visitar acessando os links que se encontram no final desta página!





Após o intervalo de 15 minutos, o reinício do show... Priscilla aparece de um assento no meio da platéia e leva o público ao delírio! Completamente à vontade e dando atenção aos fãs, Priscilla caminha do assento até chegar ao palco, aonde anuncia o tributo que Lisa fez: o dueto “In The Guetto”. Primeiramente o dueto passa em um telão, com pai e filha cantando juntos... No final da música o telão é levantado e surge Lisa ao vivo, cantando o último refrão, acompanhada das “Sweet Inspirations” ao seu lado e todos os músicos de Elvis... Não tem palavras que possam descrever a emoção que foi isso...


Uma Lisa muito feliz e (ao contrário dos outros anos) totalmente relaxada em frente a uma imensa platéia (tal qual o pai, Lisa também fica meio tensa frente a multidões!), conversa um pouco com os fãs e explica a intenção do dueto que foi feito em menos de quatro horas – objetivando arrecadação de fundos para a construção de um novo “Presley Place” em New Orleans em prol das vítimas do furacão Katrina.

 

PESSOAL,

TODAS AS DEMAIS FOTOS DA ELVIS WEEK (INCLUSIVE DAS ÁREAS PERMITIDAS APENAS AOS “VIPS” NO COMPLEXO DE GRACELAND, OS OUTROS MUSEUS DO COMPLEXO E CLARO, O “THE CONCERT”) ESTÃO DISPONÍVEIS EM ÁLBUM DE FOTOS DA INTERNET, CUJO OS LINKS ESTÃO ABAIXO:

 

COBERTURA/REPORT DA EW2007

http://www.megaupload.com/?d=4M8Y9N4X

 

FOTOS

1) Graceland VIP Tou:

2) Elvis After Dark

3) Automobile Museum

4) All Access Jumpsuits Museum

5) Elvis's Airplanes

6) Insiders Conference

7) Candlelight Vigil

8) Other friends and celebrities

9) Donnie Sumner Show

10) TCB Band & Terry Mike Jeffrey

11) Elvis, The Concert 2007

12) Various

 

Obrigado por visitar nosso site e ler a nossa cobertura da Elvis Week 2007...

Caso você tenha alguma dúvida quanto ao que descrevemos em nosso site por favor não hesite em nos contatar!!!


Abraços,

Jacquie, Talissa & Hel